terça-feira, 28 de outubro de 2014

Lolita sob-medida... Será que posso?

Como muitas e muitos por aí, sou o tipo de garota que não cabe em qualquer peça de brand... Mas eu quero me sentir bonita com aquela print maravilhosa. O que fazer então?
Ser uma pessoa fora dos padrões não é fácil em hipótese alguma. Muitas vezes, temos vontade de desistir enquanto tentamos entrar nos temidos e afamados padrões de beleza. Uma dica de quem tem quase 1,80 de altura e veste tamanho 48-52: pare de tentar. Aceitando o corpo e a beleza que cada um tem, um leque de oportunidade se abre à sua volta...
Quando conhecemos a moda lolita ficamos encantadas e, ao mesmo tempo, deprimidas/tristes por saber que aquele dream dress, com a print mais perfeita que você já viu, ficará curto/apertado em você... Nesse caso, sempre teremos algumas opções variadas, como fazer regime/parar de comer/viver de água e vento, ou então, para quem é mais realista e entende que o corpo não muda de uma hora para outra, há a opção de alterarmos aquele JSK maravilhoso que só cabe em asiáticas miúdas e magérrimas. Mas, se você é como eu, que tem medo de alterar uma roupa tão cara, como muitas são, e ainda correr o risco de não ficar tão bom, de todos perceberem que fizeram uma modificação e coisa e tal e tal e coisa, há a opção mais prática, econômica e confortável: a famosíssima e fofíssima réplica.
Bem, por trás de uma solução tão simples e, diga-se de passagem, comum, vemos um monstro criado por muitas lolitas preconceituosas que acreditam que: "lolita só é lolita se for feita de brand dos pés à cabeça. Claro que o sonho de toda lolita é usar a brand que lhe agrada, de Angelic Pretty e Baby the Stars Shine Bright a Moi-même-Moitié. Não digo que vocês nunca comprarão peças de marcas. Ao contrário, muitas delas produzem roupas que vestem tamanhos maiores. Até a Moitié, que tem fama de manter roupas para asiáticos miúdos, lançou muitos modelos superlindos e cheios de glamour que, curiosamente, servem em pessoas com um corpo maior...
Mas, caso não tenha jeito, e aquela saia/jsk/one piece não servir em você, não fique triste. Mesmo que as preconceituosas considerem a réplica o berço da "itagem", não é bem assim que as coisas funcionam. Existem lolitas que dizem piamente que réplica não pode ser usada por lolitas. São as mesmas que acreditam que negras, gordas ou com algum tipo de deficiência, não podem usar lolita. Simplesmente temos que rever alguns pontos importantes... Uma lolita não é considerada lolita por ter um lifestyle lolita ou usar brand para ir à padaria. Vista-se lindamente. Seja uma rainha. Não precisamos usar as burandos que todos usam, afinal, a realeza não é todo mundo e usa roupas E-X-C-L-U-S-I-V-A-S!

domingo, 22 de junho de 2014

2 - Por que me interessei por lolita?

Bem, acho que como todos que adentram o mundo lolita, eu fui fisgada pela singularidade da moda... No início, era apenas uma admiração quando via aquele tanto de tons pasteis e motivos fofinhos, até porque, eu não me sinto confortável com tanto cor-de-rosa e ursinhos em vestidos... Mas quando eu descobri Atelier Boz e Moi memê Moitié, foi como uma janela aberta em uma sala abafada.
Logo comecei a procurar mais a respeito, principalmente se eu(sendo gorda e alta) poderia aderir à moda... Mesmo na época encontrando pouco material sobre isso, fiquei matutando aquela ideia até que entre 2010 e 2011, finalmente decidi que era aquilo que eu queria... E hoje, percebo que todo o meu esforço vale à pena, quando outras meninas vêm tirar dúvidas comigo...
Acho que como qualquer outra pessoa, eu senti vontade de experimentar e... Foi isso o que eu fiz... Não me deixei abalar pelos comentários maldosos: "Você veste 48? Não pode usar lolita. Fica ridículo..." "Você tem mais de 1,70? Nunca que a roupa vai ficar bem em você..." - comentários de lolitas experientes que eu supostamente admirava até o incrível fato de perder a vergonha e tirar dúvidas... Quer saber uma novidade? Eu me sinto uma rainha, uma duquesa, com essas roupas... Eu sou gorda sim, mas... E daí?
Bem, deixando de enrolar... Eu me interessei por lolita por ver como as vestimentas se portam bem no corpo da pessoa... Sempre fui adorava do século XVII e todas as suas singularidades, e meu sonho era um dia poder viver em um meio onde me permitissem usar vestidos maiores, com cortes sofisticados, que me fizessem sentir como uma dama fora de seu tempo...
E foi por isso que me interessei por lolita... Sinto a belíssima estética dos séculos XVII e XVIII nos dias atuais, usando minhas roupas favoritas e conversando pelo Line no meu Smartphone ^w^...
Beijinhos

quarta-feira, 4 de junho de 2014

1 - O sub-estilo que pretendo seguir(sigo-no meu caso) e o motivo

Como deve estar sabendo, perdi a conta de administrador do outro blog, então criei esse aqui porque quero continuar com o projeto de manter um blog específico para lolita.
Já tinha feito um posto sobre isso no outro blog, mas acho que vale à pena escrever outro... Então vamos lá... 

O sub-estilo que sigo/sou adepta e o motivo


Provavelmente quem me acompanhava no outro blog(o que acho difícil) sabe que tenho desbarrancamentos por Versailles/Jupiter/Kamijo, X Japan e Malice Mizer/Moi dix Mois. Quando comecei minha vida no meio jmusic de ser, os que me apresentaram à oitava maravilha musical que é o visual kei foram X Japan e Moi dix Mois. X Japan é um clássico que, junto com Luna Sea, não se discute o porquê de ouvirmos, apenas ouvimos e apreciamos. Já Moi dix Mois, digamos que eu estava em uma fase precária da minha vida, onde eu fui mais atentada ao visual antes do musical, e o fato do Mana usar as roupas e a maquiagem que usa foi o que me chamou atenção. Versailles nem comento o tamanho da minha paixão(todos já sabem).

Digamos que basicamente desde quando conheci Moi dix Mois que eu conheço a moda lolita, mas muito superficialmente. Porém, foi com Versailles, mais precisamente com Hizaki e Teru, que me apaixonei e decidi mergulhar de cabeça nesse mundo de babados. Mas... Por que estou mencionando isso? Simplesmente porque o sub-estilo qual eu sou adepta é o gothic lolita, com uma pegada bem EGL. E eu ainda tenho o sonho de fazer um pirate bem incrementado. E... Acho que é isso... 

Apesar de achar os demais sub-estilos lindos, não acho que aventurar-me-ei fora desses padrões. Eu não gosto de cor-de-rosa, e mesmo o meu lado fofinho abomina excesso de doçura... Então, mesmo não podendo dizer "desta água não beberei", afirmo que, no momento, não é minha intenção transitar entre as paletas de tons pastéis. 
Panda

sábado, 5 de abril de 2014

Lolita: o descobrindo (re-postagem)


Pois é... Conheço a moda Lolita já faz um tempo, mas de fato, aderi no início do ano passado (correção, em 2011)
Penso que como quase todo mundo do lado de cá, conheci a moda através da música. Explicação: a primeira vez que ouvi falar sobre a moda Lolita foi quando conheci Versailles, estava lendo alguns blogs e me deparei com um post sobre inspiração musical em Lolita. Fiquei intrigada. Afinal, o que era isso? Comecei a pesquisar, mas para a época, não me interessei muito, ainda estava meio deprimida pela morte do meu avô... Então, apenas observava de longe... Porém, em 2011, eu comecei a me aproximar de novo do estilo, e agora, um pouco mais madura, sabia que era isso mesmo que queria...
Desde a morte de meu avô que tenho mudado meu estilo drasticamente. O pior é que foi, tipo, da noite para o dia... Emburrei com minhas roupas, comecei a ouvir música mais pesada. Na realidade, minha família nunca foi de ouvir funk, samba, pagode, essas coisas. Então, a aceitação apesar de difícil, foi mais rápida.
Mas o fato era: com onze anos já tinha ouvido tudo quanto é tipo de rock ocidental(leia-se tudo mesmo) e não mantinha um foco em alguns estilos, pelo contrário, gostava, mas não tinha capacidade de ficar ouvindo direto como alguns amigos meus. Viajei pelos mais variados estilos de vida, já fui (e ainda sou) roqueira, punk, tinha um apreço enorme pela subcultura gótica(não posso falar que já fui gótica, porque estarei ofendendo quem é, afinal, você não deixa de ser uma subcultura)... Então, em 2009, conheci o maravilhoso mundo do J-rock e Visual Kei... Foi como uma injeção de ânimo na minha vida. Tudo parecia estar indo maravilhosamente bem. Comecei a pesquisar mais, ouvia as músicas, me divertia mais. Aí eu pensei: encontrei meu lugar... Então, em 2011, para me completar, montei meu primeiro outfit lolita. E não, não foi de brand, porque o meu vestido dos sonhos não servia em mim, além do que, ainda estava e ainda estou crescendo(que vergonha falar isso)...
Quando me encontrei no estilo que queria, senti-me totalmente realizada. Descobri maravilhas que em um mundo denominado "comum" eu não descobriria nem em trocentas pesquisas e anos de experiência. Descobri que se eu quero ser eu mesma, sempre vou precisar me esquecer do mundo que há do lado de fora do meu recanto. Descobri que se eu quiser viver de bem comigo, terei de aprender a conviver com o preconceito de grande parte da população, que assume a ignorância como sistema vital. Descobri que mesmo sua família não gostando, você pode convencê-la de que  você se sente bem assim, mesmo que os outros achem estranho e até debochem. Descobri que persuasão é o mais conveniente em horas de sufoco enquanto utilizo minhas anáguas. Descobri como escapar de uma multidão insana em um festival onde todos bêbados tentam agarrar a boneca gordinha que fala. Descobri que segunda-mão pode ser uma boa pedida, além de incrementar seu guarda-roupas, é mais prático porque as peças já estão mais próximas(o frete é mais barato,xD) e querendo ou não é mais econômico também. E principalmente, descobri que ser quem você realmente é e quer ser, abre ainda mais a sua possibilidade de se dar bem na vida.
Descobri que ser 'sozinha', que não ter amizades que tenham o seu estilo de vida, usem roupas parecidas com as suas ou falem da mesma maneira que você, não é ser anti-social. Cada pessoa tem uma forma de pensar. Se eu fosse seguir a linha de pensamento da minha melhor amiga por exemplo, estaria dançando funk e pagode, morrendo de amores pelo Neymar, chorando com as músicas do Restart e por aí vai... Sabe por que nos damos bem? Ela aceita o jeito que eu sou e eu aceito o jeito que ela é... Não vou impor o meu modo de vida para ela, ela acompanha minha linha de raciocínio com muito humor e vivemos brincando uma com o estilo de vida da outra. Sinceramente? Eu tenho muito orgulho de tê-la como amiga, mas não fico andando como ela, não acompanho as mesmas escolhas dela. Para termos amigos, não precisamos ser como eles ou que eles sejam como nós. Não precisamos fazer amizades só porque a pessoa tem o mesmo jeito de falar, andar e se vestir como o seu. Fazemos amizades pelo caráter da pessoa, pela forma que ela te trata, pela forma que entende você e suas ladainhas, pela pessoa que é, e acima de tudo, pelo que ela faz você sentir.
E por último, descobri que a melhor forma de fazer os outros entenderem você sem brigar, sofrer ou chorar, é ser você mesmo! Sim, repito isso aqui embaixo, porque ser você mesmo, falar ao seu modo, agir da forma que bem entender e conviver com as pessoas ao mais 'natural' possível, é fazer os outros enxergarem que também merecemos respeito. Você vai fazer a pessoa entender, que só porque é diferente no seu estilo, não vai passar a ser extremamente entojado de acordo com a roupa... Aconteceu isso comigo. No início muitos ficaram mais afastados de mim por causa das minhas roupas. Mas os que eram amigos de verdade apenas aceitaram o fato que minhas roupas mudaram, mas eu continuei sendo a menina que eles conheceram; só mudei a embalagem, o conteúdo é o mesmo. =D

É isso, ficou meio confuso, mas os "descobrimentos" aqui relatados com certeza ficarão entranhados em mim como um órgão vital, reerguendo meu corpo toda vez que ele tropeçar, e forçando-me a seguir em frente. 
Bye, 
Panda

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Nosso diário

Apenas passando para informar que esse será o novo blog do Diário de uma lolita solitária versão 2.0 repaginada geral! Aconteceram muitas coisas, mas a principal é que perdi o domínio de administração do outro blog Diário de uma lolita solitária... Então agora, esse é o novo endereço ^w^
Beijinhos

A nobreza isolada


Hoje, o post é bem voltado para a realidade de admiradores da moda lolita e suas vertentes que vivem no interior, como eu... Então, se é o seu caso, venha compartilhar as palavras que Panda-chan escreve com tanto carinho...

Como tudo na vida precisa de um início, todos temos uma história diferente que nos apresentou o magnífico e estonteante mundo do qual apresentamos à nossa bolha particular de estilo de vida. No meu caso, uma lolita que vive em uma cidade com pouco menos de cem mil habitantes, mas com ares de interior esculpidos em nossas igrejas barrocas e nas fofoqueiras de plantão viajando entre as janelas dos vizinhos, não foi diferente.
Como quase todos do Brasil, conheci a moda lolita através de bandas e cantores japoneses. Conheci a banda Moi dix Mois que foi amor à primeira vista. Estava passando por uma transição, em uma das minha muitas fases durante a adolescência, com meus poucos doze anos, quando conheci a banda(em 2008), e juntamente, Mana, que desde essa época, além de tornar fã, acabei conhecendo e admirando as roupas que ele usava.
Porém, minha iniciativa com a moda lolita se deu dois anos mais tarde, e por influência da banda Versailles (que conheci no início de 2009-com meus doze aninhos ainda). Sempre fui alucinada com o figurino deles, principalmente com as roupas do Hizaki. Em uma procura no fansite brasileiro(em 2011), apareceu que Hizaki havia participado de um ensaio de fotos e servido de modelo para a Alice and the Pirates(Baby the Stars Shine Bright), e foi aí que comecei a procurar a respeito daquela moda que tanto me encantou aos doze anos. Com essa ideia na cabeça, acabei cedendo à tentação e decidi que iria aderir à moda. Porém, muitos fatores dificultaram minha situação no início(apesar de ter mergulhado de cabeça naquele mundo) e duas delas foram: 1º - eu sou gorda e alta(112 de busto, 90 de cintura e 120 de quadril e 1,70 e uns quebrados de altura) e 2º - moro em uma cidade longe de qualquer comunidade lolita(as cidades ficam no mínimo a umas duas ou três horas daqui).
Eis que então tomei uma decisão que afetou minha vida drasticamente: nem tudo precisa ser regrado ao molde tamanho 36/38, e eu não preciso de outras lolitas para ser uma. Minhas roupas são handmade e não tenho vergonha. Não é uma marca que vai fazer alguém mais lolita. Eu não costumo gostar muito dos padrões de algumas brands com exceção da Alice and the Pirates e Moi même Moitié. Sim, eu adotei o sub-estilo gothic não porque não sei coordenar as peças, (pelo contrário, gothic para mim é mais difícil) mas porque prints de frutas, animais e coisas fofinhas não me agradam muito, além de cores pasteis não acertarem muito bem comigo. Eu tenho duas saias florais mais classical e uma A-line vermelha, além de um vestido A-line também vermelho. Fora isso, estou para adquirir uma saia de notas musicais para o dia-a-dia também handmade. E essa vai ser a peça mais fora do meu sub-estilo.
Agora, cheguei a uma conclusão pouco tempo atrás... Meeting lolita é legal por ser um ponto de encontro entre as lolitas de determinados locais ou até mesmo do Brasil todo. Mas isso acontece em tempos espaçados, o que me deixam com a seguinte sensação: lolitas são lolitas só em encontros? Claro que não! Se lolitas andam por aí sendo lolitas sem precisar de outras, por que nós, do interior, também não podemos? Mas nunca é tão fácil assim...
Vejamos pelo meu exemplo: levando em consideração a minha família, com exceção da minha mãe, eu jamais, repito, jamais, seria lolita. O motivo? "O que as pessoas diriam se minha sobrinha usasse esses vestidos? Isso não é roupa de garota usar, isso é roupa de gente brega, sem noção, que tem merda na cabeça e só quer viver às custas dos pais. Se eu fosse sua mãe, jamais deixaria você andar assim na rua, seria vergonhoso para a família." Desse modo, deixaram claro a forma como estão em descontentamento, além de se importarem com o que as pessoas vão falar... O que eu fiz? Liguei um botãozinho mágico chamado "foda-se" e uso minhas roupas mesmo assim.
Assim, consideremos que tenho apenas uns dois ou três amigos mais próximos, às vezes sinto-me como se fosse uma Momoko gótica. Por quê? Ela pode ser amedrontadora algumas vezes, mas o fato dela pouco se importar em viver solitária é que a faz, em certo termos, "superior". E é assim que devemos ser, não podemos nos importar muito com o que as pessoas vão falar, porque elas falam de qualquer jeito. Se você, como eu, vive solitária(o) na sua cidade, em quesito de compartilhar dos mesmos gostos com outras pessoas, não tem porque ser amedrontado por isso. É apenas um ponto de vista.
Na cidade onde eu moro, em lugares onde frequento fielmente, como algumas lojas de bijuterias, sapatarias e um cebo literário, onde procuro por clássicos como Frankenstein, romances policiais do século passado e etc, os funcionários já se acostumaram comigo, e alguns até gostam das minhas roupas. Mas no início não foi assim... Eu era motivo de chacota em muitos lugares, as pessoas apontavam o dedo, riam, falavam de tudo, principalmente que a roupa que eu usava me deixava ainda mais obesa. De fato não ajuda a disfarçar meus quilos em excesso, mas o que eu uso ou deixo de usar é uma escolha minha. Eu fingia não ligar, não ver, agia normalmente, mas todos me olhavam de forma estranha. Tenha em mente que no início é meio complicado tanto para nós como para os outros, afinal é uma situação nova para todos.
Não há uma regra de como você não se deixa abater por algo como o deboche de algum leigo. Inclusive no blog da Ichigo tem muitos posts sobre a moda e o que os outros pensariam a respeito. A bem da verdade, é que nós nos vestimos de forma diferente, e as pessoas por não conhecerem a moda, têm medo. Algo que ouvi uma vez de um professor e muito me interessou, foi o fato dele comentar que em um século passado, na Europa, alguns nobres eram apontados na rua, e xingados pelos moradores das cidades. A partir daí, comecei a me enxergar dentro desse mundo, imaginando o motivo de debocharem... E cheguei a uma conclusão: lolitas/brolitas são vistos como algo surreal, e, em alguns casos, há uma demonstração de poder(mesmo que seja apenas no quesito visual) de muitos nobres antigamente. Isso afeta um pouco o modo de enxergar das pessoas, apesar de não justificar em nada o por quê de debocharem de uma roupa.
Então, se você é uma lolita que mora no interior/cidade pequena e não tem nenhuma lolita por perto para dividir experiências, não fique desanimada de mergulhar nessa moda. Muitas vezes, cidades pequenas/interioranas precisam de movimentos diferentes assim, é como se fosse um enfeite a mais para a cidade, como se realmente fôssemos de uma nobreza isolada.